Sessão 3

Postado em Uncategorized em abril 13, 2011 por palavrasnaolidas

Tenho pensado no significado da palavra tentar.

As vezes agente deixa de fazer algumas coisas, faz outras por impulso e se arrepende. Agente tenta, dizem que o importante é tentar, correto?

Mas e quando por mais que tu tente, meteoros insistem em cair por todo o lado, tentando destruir o lar que tu construiu criar dentro da tua cabeça?

Eu preciso ver o lado positivo de tudo que ocorre ao meu redor, correto doutor? Mas antes me responda uma coisa, quando o senhor vai pra casa a noite sozinho, sabendo que isso provavelmente nunca vai mudar e que sua família ira continuar te odiando pelas decisões opostas a filosofia deles que tu tomou, tu dorme tranquilo? É mais provável que o senhor sonhe com essa pergunta e tudo que veio a tornar ela verdade por toda a noite.

Estas sessões não estão sendo de grande ajuda, já a 5 anos eu venho lidando com o mesmo problema e os medicamentos receitados na época (conformação, desistência e impotência) não vem fazendo mais o mesmo efeito que deveriam.  A cada dia eu sinto que desejo mais doutor, sinto que mereço mais, porém, ao mesmo tempo eu sinto como que  o mundo a minha volta estivesse confabulando o contrario num plano diabólico pra me ver losing it de camarote.

As crianças vão bem, o mais novo, Lucian, já está indo as aulas, outro dia ele me trouxe um desenho de presente em comemoração ao dia dos pais. Como me sinto a respeito? Como o senhor se sentiria? Afinal, uma criança te manda um desenho feito a mão. Tu não tem motivo por que ficar mais feliz. Eu fiquei feliz, estou feliz.

Façamos de conta que Lucian não nasceu ainda e que minha vida ainda gira em torno dos 20 anos, tudo bem? Me foi falado sobre a crise dos 20, que pode mudar drasticamente sua vida de uma hora para a outra, acho que isso me aconteceu exatamente aos 20 anos. Muita coisa que aconteceu naquela época me confundiu bastante, uma família totalmente em fase final de desmoronamento, se é que o senhor me entende. Erupções vulcânicas dentro do coração que te deixam sem ação e com vontade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Em meio a um mundo em pedaços, eu lidava de uma  forma bem otimista e positiva naquela época. Mas eu tinha um problema. Raiva, algumas vezes essa raiva fazia de meu comportamento  um tanto quanto salgado. O que pode ter destruído parte do que me fazia bem. Não tenho certeza.

Realmente, nosso horário acabou, peço desculpas por me demorar pois sei que o senhor espera com grande entusiasmo ao final da sessão e a entrega do cheque.

Até semana que vem.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Postado em Uncategorized em abril 4, 2011 por palavrasnaolidas
eternal sunshine of the spotless mind

 

Joel: I can’t see anything that I don’t like about you.
Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I’ll get bored with you and feel trapped because that’s what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: [pauses] Okay.

You Know You’re Right!

Postado em Uncategorized em setembro 13, 2010 por palavrasnaolidas

Eu não sei, eu não faço idéia do porque eu estou fazendo tudo isso.
Eu me sinto um fracasso por tudo o que aconteceu, realmente eles nunca vão crescer.
Tão pouco eu vou crescer, eu faço tudo errado, embaralho pensamentos, tomo decisões precipitadas que as vezes tem resultados catastróficos.
Se alguém ainda lê o que eu escrevo, eu peço desculpas. Não existem muitas idéias felizes e motivadores aqui.
Tudo isso começou como um desabafo e hoje tem se tornado um lugar de refugio para exorcizar demonios interiores.
Lembro de uma vez estar indo vender livrinhos nas casas das pessoas, com uma biblia na mão. E um cara me segurou do braço e disse “Tem gente do teu lado e tu não sabe!” e olhou pro meu lado, mas tipo, não tinha nada. Talvez tivesse mesmo. Talvez ainda tenha, do lado de todo mundo, ai do teu lado pode ter alguém, tentando te puxar pro abismo enquanto tu dorme, e tu pode estar caindo como eu ja estive.
Quando eu penso no “Não estar sozinho.” eu considero uma injustiça com quem esta comigo, sempre acho que as pessoas mereciam mais. Não me considero muito, nunca considerei, venho tentando considerar, venho tentando mudar, venho fugindo sem parar. Essa é a verdade.
O trauma será que foi tão grande assim? Todo o trajeto seria um trauma? Os livros que me eram postos podem ter feito algum efeito?
Só sei que as vezes seria bom ter uma arma. Eu nunca me mataria, sou muito covarde pra isso, mas eu daria um tiro de raspão na perna pra liberar a merda da endorfina que insiste em se ausentar da minha cabeça. Os remedios acabaram ja faz um tempo.

EU NÃO TENHO MOTIVO ALGUM PARA ESTAR TRISTE!

Irmandade

Postado em Uncategorized em agosto 23, 2010 por palavrasnaolidas

Tem poucas coisas na vida que me tem uma ligação direta comigo. Poucas coisas que mantém a minha sanidade intacta. Mesmo tendo sido constatado que minha sanidade é uma piada. Eu não me importo com as pessoas, ao menos não com a maioria delas, isso faz de mim mais saudável, um cara que não sabe sentir, que não consegue pelo menos. Sou alguém que sabe fingir.

Uma coisa que importa pra mim são lembranças, elas são importantes, elas fazem das pessoas imortais dentro das outras. Eu tenho algumas lembranças que são parte de mim e que nunca deixarão de ser. Eu lembro de fazer algo de errado, muito errado, e merecer um castigo, lembro de uma pessoa vir em minha direção para me “ensinar” a não fazer aquilo novamente, e lembro de outra pessoa, parando na minha frente nesse meio tempo e dizendo “NÃO!”, e sendo castigada em meu lugar, pelo simples fato de não conseguir me ver sendo “doutrinado”.

Lembro de ter essa pessoa como minha unica ligação verdadeira. Como a unica coisa que realmente importa no final de tudo, mulheres, amigos, conhecidos, bens e dinheiro. A lembrança que importa, é a da ligação que nos criamos durante a vida.

Lembro de ganhar uma camiseta, de uma banda que eu nem gostava tanto, mas que me fez sentir feliz, porque eu nunca ganhei nada, nunca haviam me comprado nada pra me dar como um presente mesmo.

Lembro da minha primeira guitarra, eu não sei como uma pessoa sem uma condição de vida boa pode gastar o pouco que tem, apenas para ver a alegria do irmão mais novo. Esse é o tipo de lembrança que fica tatuada nas pessoas, ao menos em mim, aquela guitarra mudou a minha vida.

Não existem palavras que traduzam e nunca existirão, mas sabemos o que se passa e o quão importartante cada um significa, e no final das contas, acho que é isso o que importa.

Quarto Registro – Parte 1: Pensando cá com meus botões…

Postado em Uncategorized em agosto 9, 2010 por palavrasnaolidas

A merenda da escola era boa, no segundo grau não temos mais contato com tais regalias,infelizmente, eu gostava daquele carreteiro, sem falar da ambrosia. Lembro que sempre recortávamos muito, haviam muitos trabalhos referentes a Educação Artística, isto é, muita sujeira e pouca preocupação. Me pergunto se hoje, ainda existem crianças brincando de recortar, se sujando numa sala de aula, se divertindo. Se ainda existem professores se sujando junto dos alunos, professores preocupados, quase como que pais, muitas vezes a educação não dada em casa ou dada de forma não coerente, é remoldada de forma correta dentro de uma sala de aula, fico imaginando se acaso o inverso ocorra, o que será do futuro então?

Um professor que marcou minha vida de forma muito significativa, foi o senhor Azul, ele abriu minha mente para diversos assuntos interessantes, me falou sobre a Inglaterra, e sobre uma banda de arruaceiros chamada The Sex Pistols e de sua atitude de ir de contra um sistema que tentava lhes dizer o que fazer, o que pensar, quando falar e como agir. Tal atitude me fez ver tudo de uma forma diferente, principalmente a forma com que eu via a religião, uma forma de prender pobres pessoas sem força de vontade, não digo que seja ateu ou algo do tipo, apenas saliento que se existe um Deus, ele não deve estar dentro de igreja alguma, portanto, nesse instante inicia-se a rebelião e a pior coisa que pode acontecer na vida de alguém “temente a Deus”, o surgimento de dúvidas.

Não há porque questionar, diziam eles, está tudo na bíblia, da mesma forma que acredito que Deus seja grande demais para viver em uma jaula de tijolos, também não se pode escrever tudo sobre um ser unipotente em apenas um livro, não desenhando é claro. Muitas dúvidas surgiram em minha mente, eu não estava feliz com minha vida, tendo de ir a igreja e vendo as pessoas pregarem coisas das quais eu não concordava na maioria das vezes, portanto, acredito eu que Deus queira que eu seja feliz, e se eu não estava feliz com minha atual situação, eu deveria deixar meu modo de vida cristão. E foi o que fiz, reuni dois “pastores” da igreja e tivemos uma conversa onde esclareci tudo, por exemplo, onde estava Deus durante o genocídio provocado por Hitler, por que a existência de tantas igrejas sendo que existe apenas um só Deus, e porque eu não me sinto feliz fazendo o que vocês dizem ser a vontade dele? Antes de o fim da conversa um dos pastores olhou em meus olhos e disse, “Eu sabia, já a muito tempo atrás, desde que eras umas criança, que isso iria acabar assim.” Acredito que essas palavras tenham sido ditas devido a outra conversa onde tentaram me convencer a não mais dirigir a palavra a meu irmão mais velho, para que ele assim voltasse a igreja para poder falar comigo novamente, eu me neguei a faze-lo, talvez tenha sido isso, não sei ao certo.

Nesse instante perdi todos os meus amigos da igreja, foi quando notei que não eram todos realmente meus amigos, um ou outro ainda me dão oi na rua, posteriormente estes foram saindo de lá também, meu verdadeiro amigo, daquela época em diante foi meu violão, eu já tinha toda a discografia de uma banda chamada Legião Urbana e estava aos poucos tentando escrever minhas próprias canções, nesse meio tempo foi que entrei no segundo grau, mas acredito que esteja indo rápido demais e talvez perdendo parte vital de nossa estória portanto, considere esse um capitulo para explicar um pouco sobre minhas convicções religiosas, e não como um capitulo seguindo uma ordem cronológica correta de eventos, apesar de toda essa carta não estar seguindo com coerência uma ordem sensata de eventos, não concordam?

Fisionomia Sentimental.

Postado em Uncategorized em julho 28, 2010 por palavrasnaolidas

Já estou me acostumando com a idéia de não namorar. E não porque eu sou um pegador incansável  em uma busca sedenta por mulheres calientes que jamais acabará. Realmente estou chegando a conclusão de que serei apenas o “amigo” devido a alguns fatores meio fúteis.

Estou meio acima do meu peso, tive a coragem de enfrentar a maldosa balança hoje, a mesma que não mostrou piedade ao me dar um julgamento um tanto quanto exagerado.

Não acho que seja ruim me tornar o “amigo”, terei boas conversas, darei risadas, terei momentos felizes com inumeras pessoas, tanto meninos quanto meninas. A parte difícil amigo, será no momento de acordar sozinho e perceber que algo está faltando.

Algo que tu nunca vai admitir que faz falta, que te transforma em um bebe chorão vendo qualquer merda de comédia romantica, que te faz se identificar com todo o personagem que permanece naquela busca incansável pelo “romance ideal”, sendo que tu tem o pensamento fixo de que ISSO NÃO VAI ACONTECER!

Não entendo porque agente continua com a esperança de que em algum momento, no meu caso por exemplo, vai aparecer uma menina e vai dizer: “Não me importo com tua aparencia, não me importa o que tu tenha, não me importa o que os outros digam de ti, eu te amo pelo que tu é e pelo que eu sinto por ti”. Isso te deixa com um ar de “WTF!?”, uma coisa dessas não tem como acontecer, e se acontecer, vai ser algum programa de tv fazendo algum tipo de pegadinha e tirando uma com a tua cara.

Mas quer saber? Que se dane, eu sou um idiota, imbecíl, gordo, tosco, feio, porco, sentimental, facilmente manipulável que realmente acredita em toda essa baboseira que eu acabei de comentar, e por mais que as pessoas assim como eu neguem, elas acreditam também, pois no final das contas ninguém quer acabar sozinho, todo mundo quer ser feliz, encontrar sua alma gêmea, se é que existe tal coisa, e ter uma vida bem felizinha, seja uma vida cafona, vivendo numa casinha de madeira no interior, ou uma vida cheia de adrenalina fazendo rapel todo o fim de semana.

O grande ponto é, seriam as pessoas feitas para viverem de formas diferentes? Deixe-me explicar. Teria Deus criado as pessoas para que uma parte delas, digamos 50%, vivessem como casais pelo mundo e a outra metade vivesse sozinha, sem ninguém, tipo, pra sempre assim, dizer “EU TE AMO” só pra mamãe e papai? Eu acho que seria maldade, SIM seria muita maldade.

Tem gente que fala do “Dia dos Namorados”, que dia lindo. O que pouca gente sabe é que o nome correto é, “Dia Dos Que Não Estão Namorando”, porque a pessoa que tem namorado, pra ela é só mais um dia pra passar com o namorado, dar um presentinho, falar meia dúzia de asneiras e ja era, acordou no outro dia e nem lembra mais. Mas e para aqueles que não tem namorados? Para estes é que tal dia vem a se tornar o inferno na terra. É o dia de ouvir musica romantica no radio, lembrar dos amores que se perderam, comer MUUUUUUITO chocolate para tentar compensar a depressão e tentar pensar que talvez no próximo ano a história seja diferente. Pois é pessoal, o dia dos namorados é um dia cruel, um dia triste, um dia de TORTURA para os solteiros.

Por isso eu digo que não, mas no fim dou o braço a torcer e admito: As pessoas não foram feitas para ficarem sozinhas num canto, duas pessoas tristes podem transformar uma lágrima em algo colorido, e o que é a vida senão um arco íris preto e branco a ser pintado?

Uma questão de opinião.

Postado em Uncategorized em julho 19, 2010 por palavrasnaolidas

Não estou escrevendo por nenhum motivo em especial, mas acredito que deveria fazer isso mais regularmente assim como todas as pessoas.

Tenho ouvido musicas que você não deve ouvir quando se sente sozinho e esta longe dos amigos, existem musicas que traduzem sentimentos… Existem sentimentos reprimidos que ao serem expostos te assustam, tu sente medo de sentir e muitas vezes isso acaba te deixando confuso.

Eu sinto medo de abrir a caixa de pandora que existe dentro de mim, por medo do que possa estar adormecido dentro dela apenas esperando um momento de fraqueza. Todas as opiniões, tudo que se guarda para si, tudo que apesar de tentar esconder fica ali, como um zunido e devido a dita sensura imposta pela sociedade, nós mesmos nos impedimos de falar, muitas vezes desabafamos, muitas vezes falamos o que sentimos para as pessoas erradas, dai então surge a origem das conversas paralelas que levam a pessoa tema do assunto nunca ser inclusa no mesmo, sendo o ultimo a saber, gerando assim um furacão de perturbações.

Se nossas opiniões fossem expressas de uma forma mais nítida, como dizer a uma pessoa, “Eu te amo”, sem medo, ou dizer, “Não consigo suportar sua respiração no mesmo comodo que eu”, muitas mágoas seria evitadas, ou multiplicadas, quem sou eu para tomar alguma conclusão, estou apenas escrevendo por não ter com quem conversar, tenho certeza de que não sou o unico e de que todo mundo ja deve ter sentido algo parecido.

Penso hoje em minha opinião com respeito as pessoas, não penso na delas com respeito a mim, não procuro mais me importar com isso, “você esta gordo”, as pessoas fazem das outras o que quiserem num piscar de olhos, o essencial é o auto reconhecimento que me trouxe até aqui.

Me preocupo com uma juventude conturbada e alucinada por idolos e canções, sem um objetivo, sem um porque, pois até então, acreditava eu ser o único.


Exitem coisas coisas na vida que são dificeis de entender…

Postado em Uncategorized em junho 14, 2010 por palavrasnaolidas

Exitem coisas coisas na vida que são dificeis de entender, como o silencio da geladeira. Você já deve ter acordado no meio da madrugada e ido a cozinha tomar um copo de agua quando percebeu o barulho monstruoso que a geladeira faz, da muito medo, parece um monstro pronto pra te engolir, depois você volta pro quarto correndo com medo do monstro estar te perseguindo. É engraçado.

Eu sinto medo de ir ao banheiro no meio da noite porque penso que pode haver alguma coisa sobrenatural debaixo da cama e puxar meu pé para o abismo profundo que existe no universo paralelo logo abaixo da cama.(paranóia)

Pode ser paranóia, não tenho certeza disso, não tenho certeza da maioria das coisas que vem acontecendo nos ultimos tempos no universo que me rodeia, isso é uma coisa ruim? Quem sabe? Eu sei! Sei que estava triste e não estou mais, estava amargurado por feridas passadas que por serem passadas, passaram, que coisa não? As vezes não deixamos com que as coisas sigam seu fluxo, nos apegamos naquilo com unhas e dentes, o que é auto-destrutivo.

Quando deixamos certas coisas de lado a vida parece mais colorida, porque abrimos portas para novas experiencias, não existe sequer uma pessoa que seja presa a tudo desde o nascimento até a morte. A vida é assim, não existem contra argumentos, sinto muito. Agente cresce demais e teme perder as coisas, agente esquece o que é ser criança e não precisar de muito, e como aquilo era importante. Aquilo era tudo, e ainda se pode recuperar, se deixar-se viver sem tudo mas com o que é preciso pra ser feliz. Com a chave da própria existencia, o amor próprio e o amor aos que estão ao redor, tendo sempre o coração aberto, um coração cadeado não esta propenço a viver muito mais, nem sequer esta vivo, e isso não é uma figura de linguagem, pense nisso…

“Registro Solto: Verão”

Postado em Uncategorized em fevereiro 18, 2010 por palavrasnaolidas

Ontem fui a uma festa de carnaval, haviam inúmeras pessoas no local, era difícil se mexer  em meio a massa, fui com alguns amigos da lagoa. Durante a festa vários pensamentos me vieram em mente, como por exemplo, o que significava, tantas pessoas pulando como animais e suando sem nenhum motivo aparente. Não entendo muito bem o funcionamento dessas festas, já tentei e continuo tentando para continuar sociável, mas vem se tornando cada vez mais estranho sabe?

Estavam distribuindo ontem camisinhas na festa, dando a entender aonde a noite acabaria para a maioria, eu como de costume passei a festa “tentando” movimentar meu quadril de uma forma que acompanhasse o ritmo da musica, mas definitivamente não nasci para ser um dançarino, ainda me sinto infinitamente feliz de uma forma indefinível escrevendo á estar em uma festa pulando como um maluco, não tenho nada contra quem possui tal disposição, apenas não entendo muito bem o sentido de isso tudo, tente acompanhar meu raciocínio.Dança, Álcool, Sexo e Ressaca. Uma boa pedida para a noite? Isso vai muito da personalidade de cada um.

Hoje fiz algo muito produtivo para minha satisfação pessoal, andei de lancha com meu tiú por toda a lagoa, nadei (com coletes, sim deprimente), não sei se você já teve a oportunidade de ficar sob a água boiando, é um sentimento de completa paz de espírito, fazia tempo que não me sentia tão tranqüilo, cheguei a conclusão de que a natureza nos completa de todas as formas, a tecnologia facilita nossa vida, mas o que faz dela VIVA é a natureza, hoje percebi isso ao nadar livre de qualquer preocupação, você sente a magia dentro de cada fragmento de natureza, essa é a verdade, tão simples e as vezes tão difícil de enxergar.

A vida muitas vezes resume-se a isso, apenas aproveitar as pequenas coisas, se for para ir a uma festa com seus amigos, vá, divirta-se, você não sabe se estará vivo amanha, portanto aproveite, se for para ficar em casa escrevendo, fique, se for para nadar, nade, se for para viver, viva, porque não há nada mais triste que uma vida não vivida em seu máximo!

“Terceiro Registro: Tranquilidade, epifania talvez… recordando.”

Postado em Uncategorized em fevereiro 10, 2010 por palavrasnaolidas

Todos tem seus lugares especiais certo? Porque comigo seria diferente? Depois de ter aprendido a andar de bicicleta, decidi me aventurar por entre as estradas de chão batido da Promorar e tentar encontrar algo legal para fazer em uma quente tarde de primavera, sempre tendo o Sr. Bordo como meu fiel companheiro. Encontramos um certo dia, um velho trilho de trem,  que passava acima de uma ponte, nós subíamos a ponte e ficávamos lá em cima esperando o trem passar, ele nunca veio que eu me lembre e as vezes corríamos atrás dele quando estávamos em casa, mas nunca chegávamos a tempo, dava para ouvir ele passando. Fui inúmeras vezes aos trilhos sozinho, apenas para sentir o vento passar e ouvir o canto do quero-quero que ecoava em meio a ponte, era tranqüilizante aquela sensação, me pergunto hoje do porque nunca mais fui até lá…

Lembro dos congressos e das Assembléias também. Antes do segundo grau, nunca fui muito sociável, sempre muito isolado. Não precisava de muitos amigos, até porque, meu pais não permitiam, mas tinha alguns poucos e bons, as Assembléias e Congressos, eram como Reuniões gigantes, duravam de 1 a 3 dias, eram feitas em sua maioria na terra do “Tempo Demora a Passar”. Havia  um lago lá, onde vários animais como tartarugas e peixes, eram alimentados pelas crianças, eu ficava vários minutos assistindo, era muito sereno todo aquele ritual, me deixava feliz, em paz, tranqüilo, eu amava aquele lago.

Sempre gostei de jogos, eu e meu irmão, muitas vezes ficávamos horas presos em frente a tela da televisão, felizmente, este problema foi resolvido quando eu estava na sétima série e meu tio me emprestou seu violão, o que tomou o lugar dos jogos e daquele momento em diante eu tinha uma nova paixão, mas nunca esquecendo que as séries de sobrevivência ao horror e os rpg’s eletrônicos que tiveram importância vital em minha infância/adolescência, me ajudaram a não ser tão emocionalmente dependente. Quando me perguntam se eu começaria novamente a tocar violão eu respondo Não! Absolutamente não, não passaria por tudo aquilo de novo, não em troca do que isso me proporcionou até hoje e do que tive de presenciar devido a isso, ou talvez sim exatamente pelo mesmo motivo.

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